Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Amália Eterna

 (1920 - 6/Out/1999)
 

Estou a ouvir a Amália...
Fecho os olhos e deixo-me envolver pelo som das guitarras e pela sua voz que me toca tão  profundamente que me sinto morrer por dentro.
É assim o fado desta Lisboa que é minha.
 
Amália...tu és Lisboa!
 

(ler o texto completo aqui)

 
......

 
Não é novidade o meu gosto pelo fado e pela Amália Rodrigues e, hoje, dei-me conta de que faz nove anos que ela nos deixou fisicamente.

A sua voz e a sua imagem permanecem.

Esta noite, no Vivências, ouve-se o fado na voz da Amália; queiram fazer silêncio, por favor. 

 


escrevinhado por MT-Teresa às 19:41
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Os ciclos

   Shadow Word generated at Pimp-My-Profile.com

 
 
Dei-me conta deste número redondo, hoje, ao olhar para o contador aqui ao lado.

 

É certo que o Vivências começou por ser um espaço solitário que eu decidira criar para preencher alguns vazios e desencantos e que com o correr do tempo acabou por se tornar o meu "canto" diário de lazer e desabafo.

Coloquei nele as coisas que mais gosto: música; pintura; poesia; fotografia; dança; cinema; livros; e, acreditem, deu-me um prazer imenso.

 

Muito do que eu sou está aqui.

E muitos destes visitantes, a maioria anónimos, penso que o entenderam, mesmo sem conhecerem o meu rosto e apenas sabendo que me chamo Teresa ( MT, como o meu filho carinhosamente me chama).

Foram importantes para mim, as "palavras" que me foram deixando os amigos e muitos desconhecidos; e o incentivo e apreço de outros, que pela sua presença amiga, passaram a ser "conhecidos"  (na alma e no sentir)

 

Tenho saudades de algumas presenças que deixaram de "ser". Lembrar-me-ei sempre desses.

 

Há ciclos que não se repetem. Eu própria estou diferente e tenho sentido nos últimos tempos que já não faz tanto sentido continuar neste registo.

 

Confesso, ando a adiar a decisão. Afinal este é um "filho" muito querido que eu criei e custa-me deixá-lo entregue a si próprio.

 

Mas um dia destes terei que ganhar coragem e fechar este ciclo que começou em Setembro de 2006.

 

Este post não é ainda o fim.

É um agradecimento e ao mesmo tempo uma explicação a todos quantos eu me habituei a sentir aqui e que eu estimo.

 

Com amizade

 

Teresa (MT)

 
 

 

neste momento estou: a desabafar

escrevinhado por MT-Teresa às 22:11
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Domingo, 1 de Junho de 2008

" Hoje, confesso..."

Imagem, O Principezinho ( Saint-Exupéry)

 
 

" ... Hoje, confesso, acordei com vontade de ser feliz.
Amarrei, até, no pulso o amor-perfeito
que foi secando no meu peito e retomei a velha máxima:
        não deixar que qualquer angústia atinja o coração
Um castelo de areia, é tudo quanto quero
para acostar o meu barco de papel ... "
 
Graça Pires
 
...
 
Para ti, meu filho, meu amor-perfeito, no Dia Internacional da Criança, que não deixes morrer a criança dentro de ti.

Para ti, meu pai, minha saudade, que conservaste até ao fim, a pureza de uma criança.

 
 


escrevinhado por MT-Teresa às 14:20
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Sombra

 

Sombra ( Fado Nocturno)

 

Se a noite escura demora
Cativa dentro do meu peito
pressinto quando me deito
a voz de alguém, que hoje não vem
e mora em mim a toda hora

Falando grave e escondido
Por entre as coisas reais
suspende a força da vida
e não é ninguém, ah e não é ninguém
somente sombra e nada mais

Porém a voz que se ouvia
morre com a noite no cais
e o sol agora me alumia

 

(Letra de Rui Machado, Música de António Chainho, Voz de Teresa Salgueiro)

....

 
 

Aqui também se ouve fado!...

Aqui se recordam amigos, mesmo que sejam sombras fugidias...

 

Boa noite

 








neste momento estou: saudosa
ao som de: Sombra( Fado Nocturno) - Teresa Salgueiro

escrevinhado por MT-Teresa às 23:27
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Pai

 

Pai, hoje a chuva invade todos os caminhos.
Os céus, carregados de água, concedem-nos as lágrimas 
para aliviar a dor da ausência e da saudade.
 
...
 
Vejo-me na casa onde habitámos. E a tua ternura permanece
intacta, a acariciar a minha infância.
Os teus passos ouvem-se, ainda, no corredor da memória.
E, nas paredes brancas, descubro o teu rosto bondoso
a transbordar de amor por mim.
...
 
 
Pai, hoje não quero que me olhes.
Hoje, preciso que olhes por ele, o teu neto.
 
neste momento estou: novamente de coração apertado

escrevinhado por MT-Teresa às 09:12
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

A Noite na Ilha

 

Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia. 
 
Pablo Neruda 

 


escrevinhado por MT-Teresa às 07:46
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Tempo

Fotografia de Jonas Valtersson

 
Pássaro azul nas mãos do tempo

Musa florida na Primavera dos sentidos

Olhos d'água a escorrer desejos         Amores

Passados        E logo outros          a sorrir palavras

em jardins encantados e secretos

Penas feitas de silêncios            A gritar destinos

E a tecer o tempo

 

Tempo     Um ano    Uma vida

Um caminho

 

 

 


escrevinhado por MT-Teresa às 22:04
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007

O Natal que não sinto

 
Às vezes, faltam-me as palavras para escrever o que sinto

Outras vezes, não sinto, e mesmo assim escrevo palavras de outros

Também me acontece escrever palavras sopradas por ventos de longe

Que misturo com as minhas, quando a inspiração me assalta

    
Neste Natal as palavras escapam-me e saltam da folha branca

Como se não tivessem lugar no que eu sinto e não digo

 

Este Natal não sabe a Natal.

Talvez por isso não escrevo, apenas sinto.

        
....

 

Agradeço os votos de Boas Festas que me deixaram.

(em tempo, responderei a todos individualmente)

 

 

 

 


escrevinhado por MT-Teresa às 08:55
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Sonho que te beijo

(fotografia de Carla Maio-1000Imagens)

 

 

Esta noite sonhei passos no vazio da casa.
Os risos que eu ouvi, abriram janelas a pássaros sem asas

presos ao meu leito.

O silêncio tem a tua voz.
Mas eu guardo ainda o rumor das tuas águas
a bater-me no peito.

Só te sinto à noite, quando a lua se descobre.
De manhã acordo,
e sonho que te beijo.

 

 
MT-Teresa

 

 
              


escrevinhado por MT-Teresa às 07:39
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Parada dentro de ti

 

(Imagem de autor desconhecido) 

 
 

estou parada dentro de ti
parada e desfalecida
porque o ar me foi roubado
pela tua boca
e o meu corpo permanece aprisionado
na memória das tuas mãos de nuvens claras
mãos que romperam os véus negros
que me escondiam de mim
e onde a paixão existia
adormecida
 
estou parada no movimento
perpétuo das marés
onde o mar do teu corpo
se desfaz nas areias escaldantes
do meu querer
 
 
estou parada nos céus
infinitos dos teus olhos
que me arrastam
para o abismo azulado
inolvidável
que se revela
na tua presença
 
mesmo que a ausência
me atormente
ficarei sempre parada
dentro de ti
 
MT-Teresa
 
neste momento estou: parada

escrevinhado por MT-Teresa às 21:51
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Mar de Silêncios

Quadro de Jurgen Gorg
 
 
O teu jardim
onde eu dançava, encantada,
 ao sabor do teu vento enamorado
deixou-me um travo doce
 que adivinho desde que existo
 e que provei em ti
 
A tua alegria
 uma corrente mágica a prender-me
 onde os risos puros da infância
que eu julgara perdidos
me eram devolvidos
 
O teu amor
envolvia-me em caricias de sóis
abrasadores
a irromperem das manhãs
do teu corpo 
 
Contigo...
 fui mar fogoso
porto de serenidade e loucura
espaço de apenas dois barcos
 de velas escarlate
e luas azuis
que eram os nossos corpos
apaixonados
e os nosssos olhos
semicerrados
 
mas
 
sem o teu sorriso
e a tua luz 
seco lentamente
 no mar de silêncios
que me deixaste
 
 
 
MT-Teresa
( 5Set07 e 04Nov07) 
 


escrevinhado por MT-Teresa às 19:44
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

O travo amargo...

 

 

   (Imagem do Google)

 

Quando te perdi...


O travo amargo da tua partida

Desfez o mel da minha boca

Em flores feitas de sal


O delicado traço que ficou

Da tua escrita azul

Trespassou o meu corpo

(Que era divino nos teus braços)

E sorveu-me a vida

Enchendo-me de cansaços



Ah! Meu amor...ingrato!

 

Que farás tu da saudade

Quando ela te inquietar
E a minha ausência gritar

Que morri antes de ti? 

 
 
MT-Teresa
 

 

neste momento estou:

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

O colar

 

Imagem retirada do Google

 

Fiz dos teus dedos um colar
de pérolas, reluzente...único
que alinhei no fio dos teus olhos
quando me sonhas casta e pura
 
e com as tuas mãos a servir de moldura
deixei-me enfeitar
nua
 
 
MT-Teresa
 

escrevinhado por MT-Teresa às 21:18
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

O peso da memória

 

 

Pintura de António Peticov

 
Era uma noite igual a tantas outras.

Entrou na sala onde apenas se via a luz do pequeno candeeiro sobre a escrivaninha. O resto da casa estava às escuras com a excepção do hall de entrada que ela tinha por hábito deixar iluminado, para lhe dar a sensação de que morava ali mais gente.

 

Acendeu uma vela aromática para disfarçar o cheiro do tabaco e começou a escrever na tentativa de aliviar a melancolia que se começava a apoderar dela. No silêncio esmagador da sua solidão, apenas se ouvia o som das  teclas do computador  sob os seus dedos.

 
 

Não esperava visitas e certamente ninguém lhe iria bater à porta. Estava sozinha como na maioria das noites da semana, mas naquele momento tudo lhe era pesado.

Aquela, era uma daquelas noites em que precisava de ouvir dizer: Amo-te.

Fechou os olhos e imaginou-se a subir uma escada que a levasse para um mundo encantado onde os silêncios fossem leves, as palavras verdadeiras e as pessoas permanecessem para todo o sempre.

 

Um mundo onde a palavra "partida" não fosse conhecida.

 

 

 

 


 

MT-Teresa

(18/10/07)

 

 


escrevinhado por MT-Teresa às 22:33
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Bom dia

 

Fotografia de Aaron Falkenberg

 
 
"Despreza as estradas largas, segue os carreiros" 
 (Pitágoras)

 
 

....

 

Já tinha saudades de vos oferecer o café da manhã.

 

Bom dia!

      
 

neste momento estou:

escrevinhado por MT-Teresa às 07:20
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

O roubo da alma


 

 
" L'Oublies des Passions" Pintura de Jean Delville

 

 
 

As tuas mãos nas minhas
quentes
e macias
seiva galopando
na minha pele branca
corrente sanguínea 
passando em linha recta
aos olhos...

Ah...! Os teus olhos
rios calmos, doces
e esplendorosos de luz
divina
esses olhos que
me
tomaram inteira
como se o meu corpo
estivesse neles
rubro, vibrante
faminto das carícias
que eu não tinha

E...o teu cheiro
indefinível que fica
para me roubar
a alma inteira
percorre o meu
pescoço, a boca
a face, a orelha
como fizeste
com os beijos
que me deste

Do teu rosto ausente
ainda sinto o toque

quente
e eu, pensando em ti
rogo aos deuses
mais um dia
para não morrer
hoje, desta agonia.

 

 

 

 

MT-Teresa

Agosto 07

 
                

 

 

neste momento estou: a precisar de FDS

escrevinhado por MT-Teresa às 19:31
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

As nossas almas

 

.

Esta noite fui abrir o perfume inebriante onde a minha alma se perdeu, fechei os olhos à saudade imensa que aprisiona os meus desejos e mergulhei a memória nas tardes e noites em que, enamorados, os nossos corpos cantaram hinos de alegria, êxtases e suspiros, em perfeita harmonia de sentires.

.

Agora, apesar de passear solitáriamente pelos jardins encantados do nosso amor, lanço o meu olhar azul, um pouco esbatido pela cor da tua ausência, aos horizontes prometidos de pássaros azuis e águias douradas que sei nos serão devolvidos quando chegar o tempo do reencontro.

.

Sei que ouves a minha voz onde quer que te tenham aprisionado e quero que saibas que ressoam na minha casa os teus passos e os teus risos feitos das flores que descobriste no meu corpo.

.

A minha alma nasceu a partir da tua

 e o mar que me inunda tem origem nas águas do teu rio.

Hoje, o que eu escrevo com cor de sangue,

 sou eu a desfazer-me em lágrimas.

.

Teresa (MT)

01/08/07

.

neste momento estou: saudosa e triste

escrevinhado por MT-Teresa às 19:24
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Quando me dás os teus versos

  Óleo de Nela Vicente

 .

Quando me dás
os teus versos
invade-me a urgência
do teu toque
e a sede dos teus beijos

Quando uma brisa
me afaga o rosto
lembro-me das carícias
que me guiam
pelos vales
virgens dos sentidos

Quando a luz do luar
me banha

na minha nudez
sonho com o teu corpo
a misturar-se no meu
como uma hera
divina

a entrelaçar os astros

Quando as ondas do mar
me fustigam

alterosas
refugio-me na memória
do teu sorriso aberto
como se fosse
uma âncora
para me salvar

E quando...
sinto a solidão
invadir o espaço
branco

da tua ausência
fico muda e parada
e apenas escrevo
e decoro
os versos gastos
repetidos

como se fossem
cantos perdidos
mascarados de esperança

.

Teresa (MT)

.

.


escrevinhado por MT-Teresa às 22:44
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Procuro-te

000b9xwe Foto de J.G.

 

.

Perco-me nos labirintos que os
teus sinais deixam em mim!
.
Procuro-te
na espuma
branca das ondas
nas conchas
que guardam a tua boca
nas rochas
pelo teu mar
esculpidas
.
e na areia
em que o meu corpo
se transforma
longe de ti
.
.
ao som de: Try to remember
tags: , ,

escrevinhado por MT-Teresa às 19:34
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Tenta Lembrar-te...

 Desenho de Alfred Gockel

.

Eu esperava na penumbra de uma sala vazia onde os teus risos me chegavam como fios de água fresca a brotar das nascentes da tua boca.
.
Imaginava-me a  serpentear à tua volta, vestida de véus brancos a cobrir a  minha nudez, deixando que a música me guiasse os passos que aprendi no teu corpo.
.
O sal que descobriste em mim, e com que moldaste as minhas formas, transformava-me em estátua branca a derreter-se lentamente no calor dos teus olhos de rio.
.
...
 
Tenta lembrar-te, meu amor, das noites cálidas de Maio onde nos perdemos infinitamente um no outro e não resistas ao chamamento das aves nocturnas que cantam para nós.
 
.
Tenta...para que possa continuar à tua espera, coberta de véus brancos!
.
.
neste momento estou: a lembrar-me
ao som de: Try to remember ( The Brothers Four)
tags: , ,

escrevinhado por MT-Teresa às 23:30
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

A minha amiga com A grande

 

.

Há algum tempo que quero falar contigo, mas não tenho conseguido fazê-lo "olhos nos olhos".

.
É estranho isto estar a acontecer entre nós. Pergunto a mim própria a razão do nosso afastamento físico e do fim das nossas conversas quase diárias, em que contávamos tudo uma à outra e partilhávamos os nossos mais íntimos pensamentos, alegrias e dores.

Depois da morte do teu filho, já faz 5 anos, a vida para ti perdeu totalmente o sentido. Estive sempre a teu lado, sofri contigo a tua imensa dor e lembro-me de me dizeres, que apenas comigo conseguias falar dele sem constrangimentos. Nunca te vi chorar mas sei que todos os dias te são pesados, e que no teu dia-a-dia vives como se fosses um autómato. Sei que o teu sofrimento é diário e que a maior parte das coisas que consideravas importante, perdeu valor, quando foste confrontada pela enorme perda que sofreste.

Sei que não tens paz, nem descanso.

Sofres muito.

Há muito tempo que não te vejo e estás tão perto de mim. Tenho saudades tuas mas algo me impede ainda de ir ao teu encontro, algo que eu não sei definir e que talvez tenha a ver com o abismo em que eu entrei, naquela altura e de onde saí a custo, mas sem ti. Quero que saibas, no entanto que continuas no meu coração e que a minha amizade por ti é a mesma de sempre. Talvez um dia destes seja possível sairmos as duas sem destino, tu a conduzires, enquanto falamos das nossas coisas como tantas vezes fizemos

Recordo sempre o que me escreveste quando tínhamos 12 anos, inspirada no "Principezinho".

" Tenho uma amiga. Essa amiga tem cabelos da cor do ouro e olhos da cor do céu. A partir deste momento, quando olhar um campo cheio de trigo e o céu estiver azul, pensarei sempre nela."

Continuo aqui. Sempre!

Ainda tenho o cabelo da cor do trigo.

Ainda tenho os olhos da cor do céu e continuo a ser a tua Amiga com A grande.

.

neste momento estou: um pouco "blue"
ao som de: Rod Stewart ( uma das músicas preferidas da minha amiga )

escrevinhado por MT-Teresa às 06:44
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Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Uma Pessoa Especial

 

.

Conheci-a quando tinha 17 anos e dessa época as lembranças são muito vagas.

.

Fez parte da minha vida durante muitos anos. Não era do meu sangue, mas o meu filho tem o sangue dela e também "herdou" muito do que ela tinha de bom.

Foi sempre uma mulher de força, pequenina na estatura, grande no amor que às mãos largas dava a todos. Foi um exemplo para quem a conheceu e amou. Era uma pessoa "aglutinadora", ou seja, tudo girava à sua volta, serenamente, todos nos "encontrávamos" quando estavamos com ela, na sua pequena casa, onde por milagre sempre cabia mais um que chegasse sem avisar.

Tinha sempre um sorriso, raramente se queixava, até quando estava doente. Era detentora de um espirito de sacrificio, como eu nunca vi em mais ninguém. Os outros estavam sempre em 1ª lugar.

Quando partiu, deixou um grande vazio, nunca preenchido até hoje. A sua força aglutinadora desapareceu lentamente. Os que ficaram não conseguiram ocupar o lugar que ela tão bem desempenhou.

.

Ajudou-me muito, a mim e ao meu filho, em horas dificeis.

Não era do meu sangue mas era a avó do meu filho.

.

Chamava-se Nazaré e se fosse viva, estariamos hoje a celebrar o seu aniversário, apesar dos divórcios e 2ºs casamentos que ocorreram na familia.

.

Tenho saudades dela.

.

(associando-me neste dia triste a um dos seus filhos que também escreve por aqui e no seu Agregando. Envio-lhe o meu abraço fraterno)

.

 

neste momento estou: com recordações

escrevinhado por MT-Teresa às 07:41
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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

Manhãs solitárias

 Foto de J.F.

As minhas noites solitárias, chamam-se manhãs e têm o teu rosto.

Imagino-te com um semblante sereno mas triste. 

Adivinho que estás em paz, aí nesse lugar distante onde eu não tenho entrada, mas quero ter a ilusão de que ainda existem fragmentos de mim na tua memória.

Quero pensar que a tua tristeza se deve à minha ausência e às saudades que ainda tens de mim. Que percorres esse mar imenso com o olhar e que é em mim que pensas.

São tantas as palavras guardadas que eu tenho para te dizer.

São tantos os lugares que ainda tenho para te mostrar.

É um oceano inteiro de sorrisos e ternura que ainda tenho para te dar.

Os sonhos que eu sonhei, não os queres abraçar?

Quantas manhãs eu verei o Sol sem a tua presença?

Sabes que eu existo, mas será que ainda existo para ti?

Quanto tempo eu vou esperar por ti até outro alguém chegar?

 Não demores que o meu tempo está-se a acabar.

.

Teresa E.  ( Julho06)

.

neste momento estou:

escrevinhado por MT-Teresa às 18:49
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Domingo, 3 de Dezembro de 2006

Manhã em tom de cinza

"Country Lane with two figures" de Van Gogh

 
Em tom de cinza se pintou esta  manhã
Em que despertei inundada de frios de inverno
E de chuvas escorrendo de mim.
São pedaços da minha saudade
Que acordaram memórias de ti.
Esperei sempre  que um dia chegasses
E crente na minha fé de te encontrar,
Deixei passar todos os portadores da minha fantasia
Sem nunca os deixar entrar.
 
Tanto que por ti esperei.
Mas confundida por tantos olhares
Desejosos de mim
Quem sabe... Passaste e eu não te vi...
 
Teresa E.
Jul/06
neste momento estou: acinzentada
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