Terça-feira, 29 de Julho de 2008

As Férias

 

Fotos de MTVivências

 

Entre o campo e o mar recupero energias e faço uma pausa da cidade e do trabalho. A minha Casa das Flores proporciona-me a paz do campo e o contacto com a natureza. O pequeno jardim tem muitas ervas para arrancar e umas quantas flores para mudar de sítio. Eu e a Margarida, que me acompanha sempre, dizemos por brincadeira que elas não crescem como as dos vizinhos porque não lhes damos sossego. Será? Não sei, mas o que nos dá verdadeiro prazer é mesmo arranjá-las, mexer na terra e,  se descobrimos um rebento,  tentar que ele pegue na "incubadora" improvisada que são uns vasos pequeninos que só servem para isso mesmo.

 

A nossa grande frustação são mesmo as buganvílias que não dão nada. Já tivemos cinco e neste momento temos duas. Uma, pequena, sobrevivente de um Inverno húmido, ostenta agora uma única flor cor de rosa e minúscula que apareceu de um dia para o outro. A outra, muito franzina, perdeu entretanto todas as flores, vai-se lá saber porquê. No entanto ainda não desistimos de vir a ter uma bela e frondosa buganvília à entrada da casa e de cada vez que as olhamos nas casas dos outros, ficamos roídinhas de inveja, encolhemos os ombros e rimo-nos do nosso "azar".

 

Os próximos dias vão ser passados desta maneira simples: Passeios a pé pelo campo, tratar das flores  e dar uns mergulhos no mar. Claro que os filhos e os amigos de vez em quando aparecem e o churrasco entra em acção. 

  

É bom estar de férias!

 

 

neste momento estou: de férias

escrevinhado por MT-Teresa às 00:10
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Domingo, 6 de Julho de 2008

A Tela

 

Fotografia de Waclaw Wantuch

 


 

 
Se eu fosse tela A lva de fino linho

Deixava-me pintar de A zul-cobalto  para me confundir com o mar.

De V erde-esmeralda pincelava o contorno do meu corpo

E os meus lábios retocava de C armim

 
 

Por fim... rasgava a solidão

que me cerra as pálpebras, com a cor O cre do S ol,

e quando as nuvens de Preto-M arfim me escurecessem os sentidos

esconder-me-ia no quadro COLORIDO  que fiz de mim.

  
 
 

 

neste momento estou: ligeiramente escurecida

escrevinhado por MT-Teresa às 01:00
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Mar

Foto de MTeresaVivências

 
 
Debruço-me sobre o mar que me corre nas veias
e toda eu me incendeio...!

[ no sol que ( re) tenho no colo ] 

Sossego-me
no desassossego
das marés que me fustigam
o rosto
alvoraçado
ao contemplar a dança
do horizonte em chamas


Refresco-me
na areia
movediça do teu corpo
e essa água
que eu bebo de ti
tem o sal e o fogo
dos meus cansaços
perpétuos e entranhados


Assim me descobres
secretamente
e ao encontrares-me
não sei se me perdes
se me possuis
(e) terna amante
deste mar de sargaços
e desejos
onde me deito

 
Ah! Mar azul incendiado

tanto sonho submerso nos teus braços.

 
 
 

 
 

ao som de: Cesária Évora - Mar Azul

escrevinhado por MT-Teresa às 23:05
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Entardecer

Foto de MTeresaVivências

 

Entardeceu um sol estupefacto
por entre o casario alinhado
no horizonte dos meus olhos.
 
Surpreendem-me os teus risos,
claros, e a ternura dos teus beijos
desperta-me do sono, profundo,
permanente...que me agitava os dias.
 
Na vila dos teus encantos
existe o mar, a salpicar-te os desejos.
 
Recosto-me nas ondas dos teus braços
e deixo-me levar, de mansinho, nos barcos
cheios de flores, que lanças no meu caminho.
 
 
neste momento estou: em paz

escrevinhado por MT-Teresa às 08:35
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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Desassossegos

 
Foto de MTeresaVivências

 
     
Sofri em mim, comigo passearam, à beira ouvida do mar, os desassossegos de todos os tempos. O que os homens quiseram e não fizeram, o que mataram fazendo-o, o que as almas foram e ninguém disse - de tudo isto se formou a alma sensível com que passeei de noite à beira-mar.

 
Fernando Pessoa ( Livro do desassossego - excerto)

 
 

neste momento estou: sem tempo

escrevinhado por MT-Teresa às 08:17
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Mar de Prata

0001c05z

 

(foto: © MTeresaVivências)

 
No horizonte de prata recortam-se  falésias soturnas

E sombras dançam  nos confins da memória

Sobrevivendo [ainda] no fundo dos meus olhos.

 

O mar devolve-me o brilho de outrora

Prateado e transparente

E em azul renovado, alcanço os céus

Nas asas de uma gaivota

A rasgar as brumas do silêncio.

 

 

 

neste momento estou: liberta

escrevinhado por MT-Teresa às 09:24
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Às vezes

 
...escapa dos meus olhos
uma lágrima furtiva 
tímida.
 
Às vezes
ainda brilha neles
o luar  
e outras
ainda se reconhecem
estrelas
 
do mar
 
 
MT-Teresa
 
neste momento estou: esbatida

escrevinhado por MT-Teresa às 21:35
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Mar de Silêncios

Quadro de Jurgen Gorg
 
 
O teu jardim
onde eu dançava, encantada,
 ao sabor do teu vento enamorado
deixou-me um travo doce
 que adivinho desde que existo
 e que provei em ti
 
A tua alegria
 uma corrente mágica a prender-me
 onde os risos puros da infância
que eu julgara perdidos
me eram devolvidos
 
O teu amor
envolvia-me em caricias de sóis
abrasadores
a irromperem das manhãs
do teu corpo 
 
Contigo...
 fui mar fogoso
porto de serenidade e loucura
espaço de apenas dois barcos
 de velas escarlate
e luas azuis
que eram os nossos corpos
apaixonados
e os nosssos olhos
semicerrados
 
mas
 
sem o teu sorriso
e a tua luz 
seco lentamente
 no mar de silêncios
que me deixaste
 
 
 
MT-Teresa
( 5Set07 e 04Nov07) 
 


escrevinhado por MT-Teresa às 19:44
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o Mar

  

Fotos: MT

 

 

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim

 

Sophia de Mello Breyner

 

 

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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Ode ao Mar

  Pintura de Turner

 

Água, sal e vontade - a vida!

Azul - a cor do céu e da inocência.

Um lenço a colorir a despedida

Da galera da ausência...

.

Mar tenebroso!

Mar fechado e rugoso

Sobre um casto jardim adormecido!

Mar de medusas que ninguém semeia,

Criadas com mistério e com areia,

Perfeitas de beleza e de sentido!

.

Vem a sede da terra e não se acalma!

Vem a força do mundo e não te doma!

Impenitente e funda, a tua alma

Guarda-se no cristal duma redoma.

.

Guarda-se purificada em leve espuma,

Renda da sua túnica de linho.

Guarda-se aberta em sol, sagrada em bruma,

Sem amor, sem ternura e sem caminho.

.

O navio do sonho foi ao fundo,

E o capitão, despido, jaz ao leme,

Branco nos ossos descarnados;

Uma alga no peito, a flor do mundo,

Uma fibra de amor que vive e treme

De ouvir segredos vãos, petrificados.

.

Uma ilusão enfuna e enxuga a vela,

Uma desilusão a rasga e molha;

Morta a magia que pintava a tela,

O mesmo olhar de há pouco já não olha.

.

Na órbita vazia um cego ouriço

Pica o silêncio leve que perpassa...

Pica o novo feitiço

Que nasce do final de uma desgraça.

.

Mas nem corais, nem polvos, nem quimeras

Sobem à tona das marés...

O navio encalhado e as suas eras

Lá permanecem a milhentos pés.

.

Soterrados em verde, negro e vago,

Nenhum sol os aquece.

Habitantes do lago

Do esquecimento, só a sombra os tece...

.

Ela és tu, anónimo oceano,

Coração ciumento e namorado!

Ela que és tu, arfar viril e plano,

Largo como um abraço descuidado!

.

Tu, mar fechado, aberto e descoberto

Com bússolas e gritos de gajeiro!

Tu, mar salgado, lírico, coberto

De lágrimas, iodo e nevoeiro!

Miguel Torga

.

 

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Cavalo Marinho

 

Óleo de Isabel Nadal

.

Pressinto
uma leve brisa
nos meus cabelos de ouro
vagas ondulantes
de maresia
caindo como cascatas
sobre o meu rosto de linho
 
Com um gesto
descoso
tiras de veludo
azul e fino
presas por fios rendilhados
à minha pele de suspiros 
e liberto-me
serenamente
das marcas do passado
 
 Envergo então
apaixonada
as flores que me deste
e com elas
meu amor
perfumo o meu rosto
as mãos
e pinto-te
na minha tela-vida
cavalo marinho
a navegar o meu mar
.
Teresa (MT)
(20/06/07)
.
neste momento estou: de bem com a vida
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Procuro-te

000b9xwe Foto de J.G.

 

.

Perco-me nos labirintos que os
teus sinais deixam em mim!
.
Procuro-te
na espuma
branca das ondas
nas conchas
que guardam a tua boca
nas rochas
pelo teu mar
esculpidas
.
e na areia
em que o meu corpo
se transforma
longe de ti
.
.
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Sábado, 26 de Maio de 2007

O Mar e o Café

 

.

 

Hoje, convido-vos a ir ver o mar.

Sentem-se num lugar tranquilo onde possam evadir-se e esquecer todos os "pesos" da vida a que não se consegue escapar.

Levem um livro, um jornal ou simplesmente um sorriso.

.

Deixem que o cheiro da maresia se misture como aroma do café.

.

Juntem-se a mim e tenham um bom fim de semana!

.

neste momento estou: cheia de maresia
ao som de: Cesária Évora
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Estrela do Mar II

.

 

Roubei uma estrela ao teu olhar
reflexo pálido de horizontes luminosos e tardios.
 
Viajante de mares profundos, emergi
para a claridade das palavras
embrulhadas em luas prateadas,
luas que me afagam em carícias
de seda.
.
De corpo nu, deixo marcas de cometas em chama
na areia onde habitas
e vejo-te desfalecer à minha passagem
desejando que não me desvaneça
como fumaça
 
Roubei uma estrela...
e o desejo de voltar a ser
estrela do mar
ganhou formas de lava
deixando sulcos de fogo
no meu corpo d'água
 
Mergulhamos em grutas subterrâneas
e em silêncio, aprendemos
os gestos de ternura
já esquecidos.
Por fim...trocamos palavras
como quem se beija
.
Teresa E ( 10/04/07)
.
neste momento estou: bem
ao som de: Jorge Palma - Estrela do Mar
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Os silêncios II (Parem as palavras)

 

Parem as palavras
que se soltam,
os versos
que se escrevem,
os cantos
que se ouvem.
P'ra falar de amor
só é verdadeiro
o olhar
mais, não quero  
 
Da minha janela
quero ouvir o mar
mas só o silêncio
me chega aqui
quero ver o sol
mas neste inverno
ele partiu
de mim e de ti
 
Teresa E.- 25/02/06)
neste momento estou: com todo o tempo do mundo...

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Terça-feira, 28 de Novembro de 2006

Estrela do Mar

 "D.Sea" de Delacroix

 
Foram tempos, em que as lágrimas escorriam do imenso mar do meu amor por ti, que era triste e sofrido como os trinados das guitarras, chorando um fado.
 
Ouvia-te cantar fechando os olhos, sabendo que a nossa despedida, tantas vezes anunciada, me acenava cada vez mais perto. Meio perdida, mas ainda com esperança, não queria aceitar que o teu cantar já me chegava fraco e distante e por isso ainda o escutava, igual aos primeiros enganos, aqueles com que me prendeste nessa mistura de sons de que foi feita a nossa vida.
 
O som do mar acompanhou-nos sempre!
 
Na primeira noite em que o ouvimos juntos, roubei uma estrela ao teu olhar, que já era reflexo do teu amor por mim e  transformei-me em estrela-do-mar, porque dele saía para te encontrar e tantas outras a ele regressava, quando tinha que te deixar.
 
Era assim que o nosso amor se fazia: Letras de encontros e despedidas enroladas em música de maresias...
 
Foi quando o silêncio se instalou que deixei de ouvir os sons onde me mantinhas presa e  regressei ao meu mundo de acordes perfeitos e solitários.
 
Despedi-me de ti a ver o mar  e pedi-lhe baixinho que ficasse para te ouvir cantar, no meu lugar...
 
Apesar das águas que nos separam, sei que nas noites em que ainda me procuras, ensaias aquela melodia de amor, com que tantas vezes me encantaste, e o mar a quem pedi que te ouvisse, devolve-me esses teus lamentos e convida-me a regressar para matar a saudade que ainda tens de mim.
 
Não sei se o mar me traiu e te foi contar...mas às vezes ainda tenho vontade de voltar a ser a tua estrela-do-mar.
 
Mas agora é tarde...não saberia como chegar...
 
Teresa E.
Out2006
neste momento estou: "estrelada"
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escrevinhado por MT-Teresa às 18:59
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Terça-feira, 21 de Novembro de 2006

Conversas

 "The Scream" de E. Munch

Agora que falamos pouco ou quase nada, parece que falo com um fantasma que habitou a minha imaginação mas resolveu mudar de "casa".

De vez em quando, visitas-me, mas precisas quase sempre que eu te chame.
Também acontece seres tu a fazê-lo mas nem sempre te abro a porta. Costumavas ficar confuso comigo, dizias tu, precisamente porque eu só o fazia quando queria, não quando tu me chamavas. Continuo assim, agora que mal falamos.

Cada vez que regressas à minha "casa" pobre e nua mas ao mesmo tempo cheia de tudo e povoada de cores e cheiros, o que sentes? Não sei, nunca mo disseste. Em nós tudo se adivinha, nada se confessa. Foi sempre assim!

Cada vez que te deixo entrar, (ambos continuamos com rostos estáticos e sem voz) vou mostrar-te os lugares onde nos "encontrámos", onde rimos e brincámos e até onde nos zangámos algumas vezes.

Tu tentas seguir-me!


Temos a ilusão que tudo se repete mas, qualquer dia, ficará apenas a memória da janela do andar de baixo da minha casa, de onde olhávamos o mar, porque na realidade não tivemos tempo nem quisemos subir ao terraço, de onde a vista é mais deslumbrante.
Tivemos ambos medo de ficarmos encantados com o que poderíamos observar e sentir.

Hoje convidei-te!
Tu transpuseste logo a porta e cá estamos a passear pelo que já foi.
Ficámos silenciosos à janela do piso de baixo, como sempre a olhar o mar mas como se cada um estivesse sozinho perante ele.

E ficámos porque o mar nos aproximou.
Ficámos porque o nosso amor pelo mar e pelas palavras escritas, traçou um fio invisível que nos liga um ao outro.
Ficámos porque aceitámos ambos, em tempos idos, o desafio que o mar lança sempre: O desconhecido, a beleza do movimento, a cor, a atracção pelo mistério.

Aqui estamos. Sem cara, sem voz, sem nos sentirmos, sem amanhã.
Seremos sempre um mistério um para o outro.
Seremos sempre desconhecidos, mas sentindo o pulsar um do outro.
Seremos por fim, o mar nunca domado e eternamente livre

Não sei quando te voltarei a "convidar" para veres o mar comigo. Sei apenas que o veremos sempre, eu do terraço do último piso da minha casa. Tu não sei de onde... Mas sei que o vês tal como eu, em completa solidão...

T.E.

2005

neste momento estou: nem sei...
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escrevinhado por MT-Teresa às 15:10
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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2006

Os Meus Olhos

 
Mesmo em silêncio
Os meus olhos falam
E ditam as palavras
Que os meus lábios
Cerrados teimam
Em te esconder
Só eles me denunciam
Porque te dão
A imagem clara
Do meu sofrer
Do meu amor
Da minha solidão
 
E da maresia do
Meu olhar azul
Nascem sulcos
De água fresca
Que escavam rugas
No meu rosto de areia
 
E se não vieres 
Ficarei desfeita
Pela força do mar
Que é azul e verde
Como o meu olhar
 
Mar
(T.E.)
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escrevinhado por MT-Teresa às 12:19
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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006

Mar Amar

 
Quando me perco
de mim, de ti
ouço  o mar
sussurar p'ra mim
Mar amar
mistura doce
amarga e fria
feita de sal
no areal estendida
adormecida
Mar amar
vem desnudar-te
toda para mim
inquietas ondas
vêm esperar-te
sou o teu fim
sereno e puro
sono profundo
Mar amar
perdida por ti
mergulho cega
porque é assim
corrente forte
renasço enfim
Teresa E.
2005
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escrevinhado por MT-Teresa às 18:25
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