
(fotografia de Carla Maio-1000Imagens)
Esta noite sonhei passos no vazio da casa.
Os risos que eu ouvi, abriram janelas a pássaros sem asas
presos ao meu leito.
O silêncio tem a tua voz.
Mas eu guardo ainda o rumor das tuas águas
a bater-me no peito.
Só te sinto à noite, quando a lua se descobre.
De manhã acordo, e sonho que te beijo.
MT-Teresa
De
Visitante a 5 de Dezembro de 2007 às 09:21
Kiss the rain
Whenever you need me
Kiss the rain
Whenever I'm gone, too long.
If your lips
Feel lonely and thirsty
Kiss the rain
And wait for the dawn.
Keep in mind
We're under the same sky
And the nights
As empty for me, as for you
If ya feel
You can't wait till morinin'
Kiss the rain
Kiss the rain
Kiss the rain
(Palavras de Desmond Child, Eric Brazilian e Billie Myers in "Kiss the Rain")
Beijinho
Visitante
De
MT-Teresa a 5 de Dezembro de 2007 às 20:20
Trazes sempre "palavras" adequadas.
Obrigada
De
JP a 5 de Dezembro de 2007 às 09:41
MT, depois de ler o que escreves apetece perguntar: "quem és tu"?...
Quem se esconde por trás de tanta sensibilidade?...
Quem é neste mundo a pessoa que descreve sentimentos em palavras?...
Muito bonito
JP
De
MT-Teresa a 5 de Dezembro de 2007 às 20:27
À pergunta "Quem és tu?", costumo responder:
Sou o que vêem.
No teu caso JP, como não me vês , sou (quase) o que escrevo.
Faltam as tais gargalhadas e alegria (que também a tenho) mas que por incapacidade minha não a consigo transmitir na escrita.
Obrigada
De
mariola a 5 de Dezembro de 2007 às 19:26
Eu, não tenho palavras!
Brilhante. Excelente. Lindo, lindo... lindo.
Parabéns Teresa e um beijo.

Vasconcelos
De
MT-Teresa a 5 de Dezembro de 2007 às 20:29
Fiquei "desiludida" Vasconcelos. Estava à espera de uma réplica sua em forma de Poema.
Devo estar mal habituada...rsss
Obrigada por dar sinal (mesmo sem poesia)

De Anónimo a 5 de Dezembro de 2007 às 23:02
Réplica IV
São as madrugadas gastas, já rotas pela solidão…
Que nos transformam os sonhos de anil e rubra face,
Em delírios inexplicáveis de… paixão.
São as sombras negras de uma lua nova, a nossa Ilusão…
Afinal, o que compõe a imaginação…é um disfarce!
Também, na minha cama vazia…
Jazem, infindáveis sonhos coloridos,
Dores agudas, queres avulsos… promessas e vilania!
Mágoa perene, como tirania
E ainda sobra espaço, para os silêncios mais consentidos.
Em mim, ainda residem frescas amarguras,
Lembranças velhas e modos de jeito franco.
Sim! Estão em mim permanentes, quase puras…
Todas as vontades do mundo. Joviais loucuras!
Os tais instintos primários… onde me retranco.
07.11.05
Trin
De
MT-Teresa a 6 de Dezembro de 2007 às 19:45
Sobra sempre espaço nos silêncios...,
brancos, puros se consentidos
mas
silêncios não explicados. Ingratos!
Até me inspirou.
Obrigada pelo poema. Como sempre belo.
Teresa...
Se eu pudesse?
Desse sonho fantasia
faria a realidade
do beijo que te apetecia.
Só pra te ver escrever
o que a tua pele diria
no sentir, do acontecer...
E mais não digo.....,....................................
De
MT-Teresa a 6 de Dezembro de 2007 às 19:46
Se eu pudesse....
mais não digo.............
Obrigada

De dreedlino a 6 de Dezembro de 2007 às 10:12
Passei li e gostei...que mais se pode dizer quando a beleza do texto nos deixa a sonhar?
Sempre a outra face da vida...abraço.
De
MT-Teresa a 6 de Dezembro de 2007 às 19:47
Obrigada por ter passado e gostado.
Acho que me é familiar "a outra face da vida"
Será?
Bem vindo
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