Sábado, 31 de Março de 2007

Parabéns Mãe

Pintura: Leonardo da Vinci

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Disseste-me um dia:
 
- O Amor é um caminho de dois sentidos
 
Durante muito tempo, no ínicio, essa regra foi cumprida. Depois, foi um longo percurso solitário em que o "meu" caminho" não encontrou o teu.
 
Nunca duvidei do amor que nos unia. Não era disso que se tratava. O que estava em jogo era a forma e as escolhas.
 
Não sou o teu reflexo ou a imagem que no teu imaginário querias que fosse, e a tua força quase me esmagou.
 
Mas estou aqui e sempre estive, e agora quando olho para ti e te abraço sinto-te mais frágil  e uma enorme paz inunda o meu coração.
 
Encontrei finalmente o sentido certo do caminho que me leva a ti.
 
Parabéns mãe.
 
Amo-te
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neste momento estou: bem
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escrevinhado por MT-Teresa às 09:31
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Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Uma Pessoa Especial

 

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Conheci-a quando tinha 17 anos e dessa época as lembranças são muito vagas.

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Fez parte da minha vida durante muitos anos. Não era do meu sangue, mas o meu filho tem o sangue dela e também "herdou" muito do que ela tinha de bom.

Foi sempre uma mulher de força, pequenina na estatura, grande no amor que às mãos largas dava a todos. Foi um exemplo para quem a conheceu e amou. Era uma pessoa "aglutinadora", ou seja, tudo girava à sua volta, serenamente, todos nos "encontrávamos" quando estavamos com ela, na sua pequena casa, onde por milagre sempre cabia mais um que chegasse sem avisar.

Tinha sempre um sorriso, raramente se queixava, até quando estava doente. Era detentora de um espirito de sacrificio, como eu nunca vi em mais ninguém. Os outros estavam sempre em 1ª lugar.

Quando partiu, deixou um grande vazio, nunca preenchido até hoje. A sua força aglutinadora desapareceu lentamente. Os que ficaram não conseguiram ocupar o lugar que ela tão bem desempenhou.

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Ajudou-me muito, a mim e ao meu filho, em horas dificeis.

Não era do meu sangue mas era a avó do meu filho.

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Chamava-se Nazaré e se fosse viva, estariamos hoje a celebrar o seu aniversário, apesar dos divórcios e 2ºs casamentos que ocorreram na familia.

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Tenho saudades dela.

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(associando-me neste dia triste a um dos seus filhos que também escreve por aqui e no seu Agregando. Envio-lhe o meu abraço fraterno)

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neste momento estou: com recordações

escrevinhado por MT-Teresa às 07:41
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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

O corpo

 

 

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"Ter um corpo...
eis a grande ameaça para o espírito."


 Marcel Proust.


 


escrevinhado por MT-Teresa às 19:41
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Diálogos

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- Olá filho

- Olá mãe

- Então? Dormiste bem?

- Dormi pouco...

- Andas cansado não é?

- Pois...

- Diz-me uma coisa, já te contactaram de novo, para o outro emprego?

- Já

- Já? E então? Não me disseste nada

- Esqueci-me...mas disse-lhes que o momento não era oportuno

- Não??

- Olha mãe, ia ganhar mais, mas era uma função com menos responsabilidade do que a que tenho e isso não me interessa

- Bem... tu é que sabes

- Xau mãe, beijinhos, agora tenho que ir trabalhar

 .

Este meu filho surpreende-me constantemente!

Como dizia a bisavó paterna dele - " Ah rico filho"

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neste momento estou: muito bem

escrevinhado por MT-Teresa às 13:45
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Quem és tu?

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Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?

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A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.

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A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.

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Sophia de Mello Breyner

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escrevinhado por MT-Teresa às 22:29
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

A (fraca) memória

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A propósito do resultado disto:

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Lembrei-me disto:

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Capa
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 e também disto:

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25 Abril

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

Sophia M Breyner

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Eu que sou da geração que fez o 25 Abril, pergunto:

Onde falhámos ?

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neste momento estou: triste e indignada
ao som de: Don't give up
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escrevinhado por MT-Teresa às 19:35
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Sábado, 24 de Março de 2007

RUGBY Português de parabéns

 

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Image

 

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Hoje é um dia histórico para o Rugby Português.
Em jogo realizado hoje no Uruguai, classificámo-nos pela  1ª vez,  para a fase final de um Campeonato do Mundo.
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Foi com emoção que assisti à alegria legítima e verdadeira daqueles jovens jogadores que passeavam a bandeira nacional, chorando abraçados uns aos outros.
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Neste momento está a jogar a selecção nacional de futebol com todos os destaques a que estamos habituados e que eu também partilho.
 
Não posso, no entanto, deixar de notar a diferença.
 
Daqui o meu bravo, aos "LOBOS" do Rubgy, amadores e grandes desportistas.
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Em tempo: Entre as 20 selecções que vão participar no mundial, a nossa é a única completamente amadora.
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escrevinhado por MT-Teresa às 22:32
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Verde-Mar

Pintura de Claude Monet

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hoje, vou renascer  em verde-mar
e olhar os rios de ternura
que regressaram inteiros
à minha alma...
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Bom fim de semana
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escrevinhado por MT-Teresa às 09:31
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Sexta-feira, 23 de Março de 2007

Vozes...

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às vezes as vozes do passado

chegam-nos envoltas em véus

transparentes, sedosos,

orvalhados

e das luas reluzentes

saltam salpicos de estrelas

que perdidas no espaço

pousam nas frontes

descuidadas

.

o meu corpo, prende-se

numa teia esculpida

pelos tons da aurora

que a rodeiam...beijam

no acordar da eterna

memória

.

não me debato, antes

me entrego ao doce bailado

que me é oferecido

pela leveza do abraço

nunca esquecido

.

Teresa E

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escrevinhado por MT-Teresa às 17:07
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Quinta-feira, 22 de Março de 2007

Vento Sul

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Surgido do nada, murmurando palavras de doce enleio, me envolves timidamente com os sons que trazes de longe, sons de gente viva e amante.

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Da tua boca nascem chamas de primaveras ardentes que me queimam a alma e dos teus olhos, cegos, consigo ainda recolher a luz dos caminhos que perdi e que por breves instantes reencontro e abraço. Quando sinto a aragem do vento sul invadir-me numa carícia quente sou surpreendida pela tua sombra, pesada e cansada mas tão doce e terna como só um coração sofrido pode reflectir.

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 Escapas como areia por entre os meus dedos brancos e magros em direcção às planícies floridas e silenciosas onde apenas se ouve uma suave brisa a chamar pelos nossos corpos ausentes e desencontrados.



Estou do lado do mar e ensino as gaivotas a voar no teu sentido para que conheças os carinhos envergonhados que lhes confio nos dias em que a solidão vem morar comigo. Ás vezes respondes-me com tamanha dor que se eu pudesse mostrar-te-ia o caminho das minhas flores, da minha janela e do meu sentir.



Só no meu imaginário consigo mostrar-te tudo o que sou.
Tu... apenas sei que és um vento cálido que sopra do sul

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Teresa E ( 22/03/07)

 

neste momento estou: sem palavras

escrevinhado por MT-Teresa às 19:31
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Dueto da Primavera

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Não sei...
se  um desejo,
se uma quimera...
um sopro suave
sussurrado
ou um beijo doce
de Primavera
me teria despertado...
 
Sei...
que alguma coisa
me acordou o desejo
(sepultado)
e o que foi
trouxe-me a cor
das noites claras
e nas entranhas,
o calor,
desenfreado
.
Teresa E

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Talvez
fosse o desejo
ou a quimera
que da janela
numa vigia
estavam à espera...

... pra dar um beijo
ao despertares.

Talvez de algum amor
a melodia
ao teu ouvido
e com fulgor
ela chegasse...

Sons singulares
que já conheces...

E em tua face
deu-se um afago.

Em mudas preces
terás pedido
que o gesto mago
não mais se fosse...

E nas entranhas
houve um calor
que foi sentido
desenfreado
e estonteante...
mas tão... tão doce...

.

Joaquim Sustelo

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escrevinhado por MT-Teresa às 07:28
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Terça-feira, 20 de Março de 2007

Primavera

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Todo o amor que nos prendera
Como se fora de cera
Se quebrava e desfazia
Ai funesta Primavera
Quem me dera, quem nos dera
Ter morrido nesse dia
Ai funesta Primavera
Quem me dera, quem nos dera
Ter morrido nesse dia


E condenaram-me a tanto
Viver comigo meu pranto
Viver, viver e sem ti
Vivendo sem no entanto
Eu me esquecer desse encanto
Que nesse dia perdi
Vivendo sem no entanto
Eu me esquecer desse encanto
Que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
É somente o que nos dão
O que nos dão a comer
Que importa que o coração
Diga que sim ou que não
Se continua a viver
Que importa que o coração
Diga que sim ou que não
Se continua a viver

Todo o amor que nos prendera
Se quebrara e desfizera
Em pavor se convertia
Ninguém fale em Primavera
Quem me dera, quem nos dera
Ter morrido nesse dia

Ninguém fale em Primavera
Quem me dera, quem nos dera
Ter morrido nesse dia

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David Mourão Ferreira

ao som de: Primavera

escrevinhado por MT-Teresa às 17:33
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A minha Rua

Nasci numa rua de um bairro muito antigo de Lisboa. Não é sobre essa rua que escrevo, porque a deixei em tenra idade.
Esta "minha rua" é onde vivi a maior parte da minha vida e onde o meu filho nasceu e viveu.
É a ele que eu dedico estas palavras, quase um ano depois de ele ter escolhido uma outra rua para viver.
No entanto esta "minha rua" será sempre nossa.
.
 
 (baseado no que escrevi em Junh2006)
.
 
A minha rua tem o pulsar
Desta cidade branca
Urbana e campesina
De seu nome Lisboa
 
Tem dias luminosos
E noites de fado
Paixões escondidas
Dos vizinhos do lado
 
É a rua dos risos
Das crianças de outrora
Que brincaram à bola
Em tempos passados
 
Nesta rua em que vivo
Estão marcados os passos
Do meu filho traquino
Que o viu crescer
.
Filho que agora partiu
Desta rua que é minha
Onde morarei sózinha
Até eu morrer
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escrevinhado por MT-Teresa às 11:51
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O Sonho e a Realidade

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Adormeço para não pensar
Mas penso mesmo a sonhar
Acordo, exausta,
Assustada e a chorar.
Mas acordando tudo se mistura
O sonho com a  realidade
O presente e o passado
A mentira e a verdade.
 
Não quero adormecer
Meus olhos ficam abertos
Lutando para não sonhar.
 
E então mesmo acordada
Pelos sonhos sou assaltada
Vislumbro as sombras negras
até chegar a madrugada
 
A luz não me apazigua
A noite me tortura
Vivo sonhando
Como sonâmbula nua
.
Teresa E 
8/1/05
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escrevinhado por MT-Teresa às 07:15
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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Pai

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Quebrei uma regra, e coloquei uma fotografia pessoal. Está desbotada pelo tempo. Olhando para ela, é visível o teu carinho e cuidado em me amparares. Como sempre fizeste enquanto eras vivo.

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Há uma coisa que o tempo não devorou:  O Amor

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Abraço-te como se estivesses aqui.

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escrevinhado por MT-Teresa às 07:50
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Sábado, 17 de Março de 2007

Manhãs luminosas

 Foto: João G ( Agregando)

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Há manhãs maravilhosas
Cheias de caricias e beijos
Inebriantes e luminosas
Que nos sussuram desejos
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Bom fim de semana
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escrevinhado por MT-Teresa às 08:26
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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Há-de Flutuar uma cidade


 
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Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
 
Al Berto
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escrevinhado por MT-Teresa às 22:45
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Quinta-feira, 15 de Março de 2007

O Voo da Águia

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Desde pequena que não entro num estádio para ver Futebol. Entrei em muitos, mas para ver jogos de Rugby e esses nunca tinham direito ao campo "principal" (excepção feita ao Universitário de Lisboa, Porto e Coimbra).

Era o meu pai que me levava e quando ele deixou de ir, o mesmo aconteceu comigo.

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Lembro-me bem do quanto eu gostava de ir aos jogos, porque naquela altura, apesar de estarmos em pleno regime Salazarista, o futebol tinha liberdade (o povo era pacífico, como eles queriam) e deixavam as crianças correr na relva, ao intervalo e no fim dos jogos.

Quando, ainda hoje, ouço o hino do benfica, comovo-me imenso, porque me lembro dos meus tempos de menina, e sempre, mas sempre do meu pai.

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Hoje é a vez do meu filho me "levar".

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Daqui a pouco entrarei no novo estádio da Luz,  que por sinal é perto da minha casa e tenho alguma expectativa sobre o que vou sentir. Não é do jogo em si, mas da emoção, do calor humano e acima de tudo das lembranças que esta noite me vão fazer companhia.

Não sei se Deus existe. Não sei se há vida para além da morte, e a maioria das vezes sinto que tudo acaba, quando a vida termina

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Mas hoje, gostava de poder acreditar que sim. Que é verdade e que sendo verdade, o meu pai onde quer que esteja,  nos visse aos dois sentados naquele estádio.

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neste momento estou: um pouco ansiosa
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escrevinhado por MT-Teresa às 18:23
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Paz

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escrevinhado por MT-Teresa às 07:37
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Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Carta ao meu pai

 
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Ola querido pai
Estou a escrever-te, não só porque hoje é  o dia do teu aniversário mas porque senti vontade de te "falar".
 
Primeiro que tudo quero que saibas que à medida que o tempo passa, mais tenho consciência do quanto me fazes falta e mais entendo e "vejo" a maravilhosa pessoa que tu eras, com defeitos é certo, que eu na altura valorizei demais, mas que com o tempo e amadurecimento percebi que não eram relevantes.
 
Compreendo cada vez mais o teu amor incondicional por mim e tenho saudades do teu apoio, compreensão e do respeito que tinhas pelo meu "eu".
 
Sabes, o meu filho, teu único neto, que tinha ano e meio, quando partiste, é um homem maravilhoso, de quem tu muito te orgulharias. É um desportista  como tu também foste e um benfiquista de alma e coração e veste a camisola do "teu Benfica". Tenho a certeza que ele te amaria muito se tivesses ficado por cá.
 
Eu, pai, continuo muito no meu intimo "a tua menina" apesar dos anos que já passaram e das lutas que já travei. Não estavas cá para me apoiares, mas sei que se estivesses estarias sempre ao meu lado e me terias ajudado. No entanto, se olhar para todos estes anos passados, posso dizer que tenho feito um bom trabalho, e que o teu exemplo de generosidade, humildade,  bondade, honestidade e  justiça  me serviu de grande ensinamento. Sou mais parecida contigo do que com a mãe, que como sabes apesar de ser uma excelente pessoa, tem "aquele feitio".
 
A  mãe está quase com 83 anos e muitos problemas de ossos mas continua rija e muito determinada (às vezes até demais). Não te preocupes com ela. Não a abandonarei.
 
Um grande beijo da tua filha que te ama e tem muitas saudades tuas.
 
Talvez um dia nos voltaremos a encontrar...
 
A "tua menina"
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neste momento estou: tristonha
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escrevinhado por MT-Teresa às 07:16
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Terça-feira, 13 de Março de 2007

A Voz

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Da tua voz

o corpo

o tempo já vencido

os dedos que me

vogam

nos cabelos

e os lábios que me

roçam pela boca

nesta mansa tontura

em nunca tê-los...

Meu amor

que quartos na memória

não ocupamos nós

se não partimos...

Mas porque assim te invento

e já te troco as horas

vou passando dos teus braços

que não sei

para o vácuo em que me deixas

se demoras

nesta mansa certeza que não vens

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Maria Teresa Horta

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escrevinhado por MT-Teresa às 13:21
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Um dia cheio de tudo...perfeito

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Pintem o vosso dia das cores dos amores perfeitos

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escrevinhado por MT-Teresa às 07:43
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Segunda-feira, 12 de Março de 2007

Carmen para a CarmenZita

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escrevinhado por MT-Teresa às 20:32
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Domingo, 11 de Março de 2007

Vestida de Flores te procurei

 Foto de MT

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De flores me deixei vestir
e com a alma perfumada
do teu cheiro, ainda fresco,
pegado a mim
 
procurei-te...
nesta manhã encantada
 
e acabei por confundir
suavemente abandonada
o calor do sol
com o teu abraço,
como se eu fosse ainda
a tua amada
.
neste momento estou: bem
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escrevinhado por MT-Teresa às 21:14
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Sábado, 10 de Março de 2007

Evasão

Praia da Samarra no Inverno - foto de JF

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Acordei cedo, tranquila e bem disposta. Pensei na minha "casa das flores"   e no mar ali tão perto. Lembrei-me dos cheiros da terra húmida, das flores silvestres, do silêncio e paz que me lavam a alma quando estou lá. Tenho uma vontade irresistivel de pegar no carro...preciso de mexer na terra, nas flores, apanhar as ervas que foram crescendo durante o Inverno e sentada no meu pequeno alpendre deixar que o sol me abrace.

Vou desafiar a minha amiga. No meio da paz e do silêncio umas boas gargalhadas feitas de cumplicidades e pura alegria  são um remédio eficaz para afastar o peso de uma semana de trabalho, na cidade.

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Bom fim de semana para todos os que me visitam e juntem-se à Primavera

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escrevinhado por MT-Teresa às 09:55
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Sonhar

 Pintura de Alfred Gockel

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De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos

Fernando Pessoa

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Sexta-feira, 9 de Março de 2007

Bom dia

 Foto: MT

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Já cheira a fim de semana Primaveril

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escrevinhado por MT-Teresa às 07:43
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Mulher

 Pintura de Daniel Gasson

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Nascemos de amores perfeitos
Corremos nuas na areia
Nadamos em mares de lama  
Vestimo-nos de prata e fogo
Lutamos como guerreiras
Limpamos as nossas armas
Damos a mão ao sonho
Dormimos sózinhas na cama
Sorrimos por entre lágrimas
Amamos em frias esteiras
Plantamos os frutos da vida
Somos Mulheres
Inteiras!
 
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Teresa E.
5/03/06
(postado em 6Dez06)
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Dia da Mulher com Eugénio de Andrade

 Jurgen Gork

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Elas são as mães:
rompem do inferno, furam a treva,
arrastando
os seus mantos na poeira das estrelas.

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Animais sonâmbulos,
dormem nos rios, na raiz do pão.

Na vulva sombria
é onde fazem o lume:
ali têm casa.
Em segredo, escondem
o latir lancinante dos seus cães.

Nos olhos, o relâmpago
negro do frio.

.

Longamente bebem
o silencio
nas próprias mãos.

O olhar
desafia as aves:
o seu voo é mais fundo.

. 

Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo.

. 

Despem-se ao espelho
para entrarem
nas águas da sombra.

É quando dançam que todos os caminhos
levam ao mar.

São elas que fabricam o mel,
o aroma do luar,
o branco da rosa.

.

Quando o galo canta
Desprendem-se
para serem orvalho.

. 

Eugénio de Andrade

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Quarta-feira, 7 de Março de 2007

A cor do meu blogue

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Ontem um amigo disse-me que achava este meu espaço, deprimente e desesperadamente solitário. Também já me chegaram "vozes" de que a minha escrita transmite essencialmente dor e tristeza. Podem não acreditar mas "isto" ficou a martelar-me cá dentro e de tal maneira, que quando voltei a ler o post colocado esta manhã, esforcei-me por me distanciar para analisar o que escrevi, como se não tivesse sido eu a "autora".

Na verdade...tenho que dar a mão à palmatória (num determinado sentido).

Sou impulsiva na forma como vivo, e não sei escrever a fingir, tal como não sei viver fingindo que sou outra pessoa, apesar de ter aprendido a colocar algumas (poucas) máscaras para me proteger, nomeadamente a nível profissional. Por isso, o que aqui escrevi hoje de manhã foi na realidade aquilo que estava a sentir. É bem verdade, no entanto, que o dia até me correu bem, apesar de andar um pouco cansada e cheia de trabalho e no momento em que escrevo não me sinto nada "pesada de cansaços".

As questões que me coloco são as seguintes:

- Deveria ter evitado escrever o que sentia?
- Deveria ter fingido uma alegria que não sentia?
- Deveria, simplesmente não ter escrito?

E se o tivesse feito; em nome de que causa ? para agradar a quem? para dar uma ideia diferente de mim, porquê?

Sou uma mulher que como milhões de outras mulheres sabe rir, amar, sonhar, chorar e sofrer e acima de tudo lutar. Quando escrevo, faço-o de uma maneira talvez um pouco triste, mas é a minha maneira. Se criei este espaço foi essencialmente para mim, para minha satisfação pessoal, porque mesmo escrevendo quase sempre "com uma tinta dolorida e preta" isso dá-me prazer e ajuda-me no meu dia a dia.

Concluindo: O que aqui está escrito é uma parte do que sou. Possivelmente quando o faço não consigo transmitir o "todo".

Incapacidade minha?

Talvez...mas não sei fazer de outra forma.

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neste momento estou: bem e tranquila
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escrevinhado por MT-Teresa às 20:43
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Ciclos

 Foto: MT

 

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às vezes acordamos pesados
de cansaços
apetece-nos desistir,
voltar a adormecer
esquecer
 
mas temos que seguir
mesmo que seja
ficar no mesmo espaço
caminhando
parados
.

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escrevinhado por MT-Teresa às 07:34
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Quando fores...

Pintura de Cullen

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Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;
Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;
Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.

W.B.Yeats

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escrevinhado por MT-Teresa às 21:22
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Sábado, 3 de Março de 2007

Para a minha amiga Clara

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Sonho recorrente

 Turner

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Adormecer nos teus braços. De novo. Acordar  de noite com o teu corpo encostado ao meu e ouvir a tua respiração.  A sossegar a minha inquietude. Voltar a adormecer sabendo que amanhã vais continuar a estar. Sem barreiras e medos.
 
Acordar com o amor na pele e o sol nos olhos.
.
neste momento estou: a acordar
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escrevinhado por MT-Teresa às 13:25
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

Serenata

 Pintura de Rousseau

 

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Permita que eu feche os meus olhos,

pois é muito longe e tão tarde!

Pensei que era apenas demora,

e cantando pus-me a esperar-te.

 

Permite que agora emudeça:

que me conforme em ser sozinha.

Há uma doce luz no silencio,

e a dor é de origem divina.

 

Permite que eu volte o meu rosto

para um céu maior que este mundo,

e aprenda a ser dócil no sonho

como as estrelas no seu rumo.

 

Cecília Meireles

.


escrevinhado por MT-Teresa às 21:16
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Bom Dia

.

"Se tenho as mãos ocupadas escrevo com os olhos"

.

Ione França in O século dos Anjos


escrevinhado por MT-Teresa às 07:38
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Até Sempre

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escrevinhado por MT-Teresa às 23:04
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A Angústia ( depois do desconforto)

 Foto de MT

.

A sensação de que ainda falta alguma coisa permanece.
. 
É o abraço que gostaríamos de dar e não podemos
É o carinho que naquele momento precisamos sentir e não temos
É estendermos a nossa mão e não encontrarmos outra
É a musica que não queremos ouvir, porque não vai ajudar
É o querermos tudo e afinal termos tão pouco
É o desejo de fazermos algo que não devemos
É a ilusão de sermos livres e estarmos presos
É sermos confrontados com os nossos medos e fantasmas
É sentirmos que afinal somos frágeis em certos momentos
É recebermos precisamente aquilo que não precisamos
 
Sente-se um buraco no estomâgo.
 
É a angústia!

.


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escrevinhado por MT-Teresa às 22:55
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O Desconforto

 Foto de MT

.

Há dias estranhos.
Apetece-nos sair do trabalho, pegar no carro e ir ver o mar. Mas depois sentimos que seria bom ir ter com alguém de quem se sente uma grande saudade e já não vamos ver o mar. Mas quase no mesmo instante, achamos que não, e que o melhor é irmos mesmo para casa, directos.

No caminho, ainda a tempo de mudarmos de direcção, pensamos fazê-lo mas continuamos, como se um fio limitasse a nossa trajectória, sem outra escolha.
 
Tentando identificar o que nos provoca esta sensação, passamos em revista os últimos dias e pensa-se no que se assiste diáriamente no trabalho: o atropelo sistemático e programado dos mais "frágeis" pelos mais "fortes".

Isso incomoda quem tem princípios de igualdade e de justiça e mesmo assim reprime a vontade de intervir. Fica uma sensação incómoda.
 
É o desconforto!
.
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escrevinhado por MT-Teresa às 22:51
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Bom dia

 Óleo de C. Monet

.

"Ao ouvir um eco, muitos acreditam que o som vem de lá."

Ernest Hemingway

.


escrevinhado por MT-Teresa às 07:49
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" As ondas quebravam uma a uma. Eu estava só com a areia e com a espuma. Do mar que cantava só para mim

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