Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Despedida

Foto minha


Ameaçadoras as nuvens cobrem o meu horizonte de luz

E os meus olhos deixaram de ser de mar.

 

Passo pela multidão fechando o meu rosto aos olhares

que me tentam decifrar o pensamento e o sentir.

 

Interpreto os silêncios e as ausências de uma forma crua e dolorosa.

A verdade está para além das palavras que se dizem por dizer.

A verdade não se esconde por mil máscaras que se usem.

 

A verdade é que estou só!

Estou só no meio de uma tempestada repentina e duradoira.

E não sabia...

 

Hoje, escrever a dor é difícil. Tal como foi, outrora, escrever a alegria.

 

O meu grito é interior. A minha escrita também.

 

----

 

Obrigada a todos

 

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escrevinhado por MT-Teresa às 22:39
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33 comentários:
De Anónimo a 30 de Abril de 2010 às 00:58

Antes, saudade…



Não se regressa de onde se não sai
E destinos há, bem dentro de nós,
Que nos amarram tais, à própria voz;
E outros malditos, onde a voz se esvai!

São estas sinas cruzadas, um feitiço
Que muitos só descobrem na poesia!
A outros basta-lhes tal, a nostalgia,
Sonhos brancos e frios, de puro viço.

As marés, e os caminhos que escolhemos,
São os reais rumos, que a alma nos consente
E alguns versos o poema não desmente.

Mas que bom é querer, o que não temos!
Sermos uma saudade parecida
Com outra, que o amor traz prometida.



10.04.29
Vasconcelos


PS: Obrigado eu, por tudo, principalmente por se não esquecer de mim.

Deixo-lhe este poema feito a propósito, que espero que goste.

Um beijo
Vasconcelos


De creditos a 20 de Maio de 2010 às 11:44
belissimo texto. Obrigado.


De Anónimo a 12 de Julho de 2010 às 14:56

Profundo, o silêncio…





Profundo o silêncio construído
Por nadas, a que a memória não resiste.
O silvo de um arrepio proibido
Basta à saudade, como um fado triste.

Fado de um tempo sempre inacabado!
De um tempo perfeito, raso de azuis poentes
De palavras rubras, como um fado. Como um fado!
Como sóis únicos e urgentes.

Profundo o silêncio, versos brancos,
Brancos e magoados no esquecimento!
Ainda agora lentos, quentes, tantos,
Intactos no pensamento.

Ainda agora, quantos!
Profundo, o silêncio… nestes prantos.


10.07.12
Vasconcelos


PS: Na impossibilidade de o fazer no dia 16 p.f.
aqui lhe deixo este poema em forma de abraço, com votos de muitas felicidades.

Vasconcelos


De MT-Teresa a 15 de Julho de 2010 às 22:01
Meu amigo

Um vento sul, de mansinho,
Devolve-me os poemas perdidos no tempo
Vivos neste espaço fechado.
Mas, sempre inacabados!

Obrigada pela persistência e memória "daqui".
Obrigada pelos poemas sempre magníficos
Obrigada por não se esquecer da data, que por acaso é dia 17 ( que importa? )

Um beijo e um abraço para si.

(apesar do silêncio ando sempre por aqui)


De Anónimo a 16 de Agosto de 2010 às 11:15

Amiga Teresa

Acabado de chegar de férias, venho aqui para lhe agradecer as amáveis palavras que me dirigiu e pedir desculpa, pela imperdoável troca daquela data.

Com um beijo

10.08.16
Vasconcelos


De MT-Teresa a 27 de Agosto de 2010 às 20:35
Vasconcelos

Espero que tenho tido boas férias. Quanto ao resto...está perdoado.

Volte sempe e não se esqueça de me "lembrar" da Poesia!
Abraço amigo


De Anónimo a 2 de Setembro de 2010 às 11:32

Teresa

Pois aqui estou a lembrar, no que pelo menos à poesia nos diz respeito. Fiz este poema para si! Espero que goste.

Com um beijo
Vasconcelos
10.09.02



Das férias trago






Trago lassos os dias, por rubros poentes
Prolongados em horas vagarosas!
Trago lentos os passos, permissivos,
Provocados por noites indolentes,
Que abrasam alvoradas silenciosas.
Das férias, trago os olhos indiscretos
Cheios de sóis escaldantes e abusivos,
Rasos de sonhos mansos, incompletos.

Trago também, no corpo distendido,
Horas e horas de ousados pensamentos
A perturbar-me o rosto, ensimesmado.
Mas no entanto, o que não trago comigo,
São subtis e magoados sentimentos
Nem plausíveis promessas enganosas!
Afinal, o que mais trago aliviado,
É o tédio, dessas tardes preguiçosas.



10.09.02
Vasconcelos


De MT-Teresa a 2 de Setembro de 2010 às 18:15
Vasconcelos

O Vivências, respira, ainda,
pela voz da sua Poesia.

A minha voz calou-se, enquanto verso. Quem sabe, um dia...?

Obrigada pelo (sempre) magnífico poema que mais uma vez me deixou e que essas "tardes preguiçosas" das suas férias o tenham retemperado para mais um ano de trabalho.

Um beijo tb para si.



De Anónimo a 6 de Setembro de 2010 às 18:52
Que…








Que palavras te trazem tal enfado?
Que embargo, nos teus olhos se afigura
Se teus dedos escrevem com ternura,
Incendiadas memórias do passado?

Que razões, os silêncios desacatam,
No alvoroço dos versos reencontrados?
Que gestos brandos calam, perturbados,
Que em tão supostos olhos, mais te afastam?

Há poemas que não dizes por pudor,
Por receio, que os confunda tão sentidos,
Com reais desassossegos exprimidos?

Que ignomínia ou maldade, pode opor,
Mais refeitos, teus versos prometidos
Aos meus, que os não requerem divididos?





10.09.06
Vasconcelos


De MT-Teresa a 9 de Setembro de 2010 às 16:54
Divino!

À sua pergunta, responde-lhe a Sofia por mim.

"Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Bj


De Anónimo a 12 de Setembro de 2010 às 01:50

As suas escolhas, Teresa... sempre tão intensas e dirigidas! Lindo.

Espero que os verdadeiros "Poetas" se não ofendam com a "Serenata " que fiz para Sophia e já agora, espero que goste da réplica e do conteúdo.

Com um beijo e BFS

Vasconcelos




Serenata para Sophia







Momentos e caprichos refundados
No rigor dos silêncios aprendidos,
São mistérios, que os versos não procuram!
Nem os lêem meus lábios apertados
Nas palavras, que aguçam os sentidos,
Por laços de ansiedade e fantasia.
Tão pouco raras, ainda em mim se auguram,
Como aquelas, num poema de Sophia.





10.09.11
Vasconcelos


De MT-Teresa a 5 de Novembro de 2010 às 10:27
Vasconcelos, as minhas desculpas pela demora na resposta. Certamente a Sophia gostou da sua serenata e eu também. gostei. O tempo e a vida não fazem estragos na sua forma de fazer poesia, ao contrário de mim,que me "calei"...

A Sophia continua a responder-lhe:

"Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes! "



De Otília Martel a 25 de Setembro de 2010 às 09:57
Mais de um ano depois, não achas que é tempo de voltares?
Gosto tanto de te ler!
Bj e bom fim de semana


De MT-Teresa a 5 de Novembro de 2010 às 10:38

MM

É muito gratificante receber a tua visita apesar deste Vivências estar suspenso no tempo .

Nunca mais escrevi, desde esta "despedida". Se voltarei, não sei. Se serei capaz é uma incógnita.
Que muito de mim está aqui, é uma certeza.

O facto de ainda responder a quem me visita significa que alguns laços não se perderam e que este projecto pessoal que iniciei em Setembro de 2006 continua vivo emmim, apesar da minha impossibilidade interior de o continua.

Existe ainda em mim, a esperança de o retomar. Por isso, mantenho acesa a "chama".

Um beijo e obrigada pelas palavras.



De julio a 3 de Novembro de 2010 às 19:18
Essas palavras o vento não leva. Prendeu-as o meu coração.
Quem dera ao tempo quem dera.
Levasse a minha ilusão.
As suas palavras são lírios na minha memória e você não está só.
A sua poesia roubou-lhe a identidade e à alma que voava cortou as asas para ficar connosco e cantar um pouco mais...


De MT-Teresa a 5 de Novembro de 2010 às 10:49
Julio

Obrigada pelas "palavras" que aqui deixou. Hoje sei que estou rodeada pelas pessoas certas, as que realmente contam. Quando as máscaras se dissolvem, tudo é mais claro, apesar da dor que possam ter provocado.

O tempo e o vento também levam o acessório e a falsidade.

No fim...tudo se harmoniza e clarifica.

Voltem sempre





De sandra a 6 de Novembro de 2010 às 16:26
Irei..reescrever a frase que foi usada e não me pertencia , mas não foi aqui que a encontrei..achei-a bonita..e acho...
peço desculpa irei mudar ..afinal não foi um exacto plagio mas ...um texto....
que irei mudar.
Obg
e as minhas desculpas


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